quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Noviça Rebelde - The Sound Of Music

Hoje, dia 01 de outubro, uma das minha atrizes preferidas está completando 79 anos de vida. Sabem quem é ela? Sim, ela mesma, a rainha dos musicais e a eterna Maria Von Trapp e Mary Poppins, Julie Andrews.


E, como forma de homenagem, nada mais justo do que escrever sobre o meu filme preferido com ela, A Noviça Rebelde.


A Noviça Rebelde  (The Sound of Music) é um dos maiores musicais já produzidos em toda a história e que imortalizou a imagem de Julie Andrews no cinema.

Com a direção de Robert Wise e o roteiro de Ernest Lehman, inspirado na história verídica de cantores da Família Von Trapp, A Noviça Rebelde é um clássico musical e está listado em quarto lugar na lista dos 10 Maiores musicais de todos os tempos pela American Film Institute.

Maria é uma jovem rebelde que vive em um convento e está prestes a se tornar noviça, mas sua paixão pela música e seu comportamento de moleca, fazem com que ela seja enviada para a casa do Capitão Von Trapp, para servir de governanta durante um período de seis meses.

O capitão Von Trapp é um ex funcionário da marinha, que desde a morte da sua esposa, cria os seus sete filhos com extremo rigor.
Mas  tudo muda com a chegada de Maria à casa dos Von Trapp. As sete crianças, que por anos viveram uma vida sem alegrias, descobrem na música um meio de diversão, além de sentirem um imenso carinho por Maria, que os trata como se fossem seus filhos, levando-os para passear, andar de bicicleta e, é claro, sempre cantando para todos os lados.

Porém, Maria acaba se apaixonando pelo Capitão Von Trapp, e, sabendo que ele está noivo de uma baronesa,  Maria volta para o convento, deixando as sete crianças e o Capitão desamparados. Mas, para a surpresa de Maria, o Capitão termina seu noivado e se declara para ela, dizendo que a amou desde o dia que chegou em sua casa. Por fim, os dois acabam se casando e as crianças acabam ganhando uma nova mãe.


Mas, com o início da Segunda Guerra Mundial, a Áustria é invadida pelos alemães e os Von Trapp são obrigados a fugirem do país, para evitar que o Capitão seja levado para servir na marinha alemã.

Julie Andrews conseguiu se eternizar, graças a sua magnífica performance como Maria, conseguindo a sua segunda indicação ao Oscar, mas, infelizmente não venceu.

Julie nos trás tanto encanto, que em cada uma de suas cenas (principalmente as musicais), faz com que o público se derreta por ela, o que acabou fazendo de A Noviça Rebelde um eterno clássico musical, sendo considerado como um dos melhores filmes estadunidenses de todos os tempos e atingindo uma das maiores bilheterias mundiais.

O restante do elenco também esteve ótimo, tanto Christopher Plummer, Elenor Parker e todo o restante do elenco tiveram um excelente desempenho, contribuindo para que este filme se tornasse um clássico e sendo amado por muitos até os dias de hoje.

A Noviça Rebelde foi indicado a vários prêmios, entre eles:

Oscar 1966 (EUA)

Vencedor nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor montagem, melhor som e melhor trilha sonora.
Indicado também nas categorias de melhor atriz (Julie Andrews), melhor atriz coadjuvante (Peggy Wood), melhor fotografia, melhor direção de arte e melhor figurino.
Globo de Ouro 1966 (EUA)

Vencedor nas categorias de melhor filme - comédia/musical e melhor atriz em comédia/musical (Julie Andrews).
Indicado nas categorias de melhor diretor e melhor atriz coadjuvante (Peggy Wood).
Prêmio Eddie 1966 (EUA)

Vencedor na categoria de melhor montagem.
BAFTA 1966 (Reino Unido)

Indicado na categoria de melhor atriz britânica (Julie Andrews).

Alguma Curiosidades sobre A Noviça Rebelde

O filme seria inicialmente dirigido por William Wyler, que terminou sendo descartado por ter uma visão diferente da dos produtores para o filme.

O diretor Robert Wise chegou a cogitar o nome de Yul Brynner para interpretar o capitão Von Trapp.
O primeiro número musical do filme, The Sound of Music, foi exatamente o último a ser rodado pelo elenco enquanto estava na Europa. As filmagens desta cena ocorreram em junho e julho de 1964.

A frente e os fundos da fazenda do capitão Von Trapp foram filmadas em dois locais diferentes em Salzburgo, na Áustria.

Muita gente acredita que a canção Edelweiss, uma das que são cantadas no filme, é uma tradicional canção austríaca tal como a flor que lhe deu o nome, a edelvais; na verdade ela foi escrita para o musical e é pouco conhecida na Áustria.

Na verdade, não é a voz do ator Christopher Plummer que se ouve no filme quando seu personagem canta, e sim a do cantor Bill Lee.

A canção Wind It Up, da cantora Gwen Stefani, é um remix de um dos musicais de A Noviça Rebelde, e seu videoclipe é inspirado no filme, que a cantora considera seu favorito.

Este filme ocupa a quarta colocação na Lista dos 25 maiores musicais estadunidenses de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI) e divulgada em 2006.

Foi parodiado no filme do Renato Aragão como o Noviço Rebelde de 1997.

Abaixo, confira o trailer de A Noviça Rebelde:

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Bonequinha de Luxo - Breakfast at Tiffany's

A análise de hoje é sobre o delicioso clássico Bonequinha de Luxo, que eternizou Audrey Hepburn como o maior ícone de moda, beleza e elegância de todos os tempos.

Bonequinha de Luxo é considerado um dos filmes mais importantes de todos os tempos e, além disso, foi o ponto forte da moda e um passo fundamental para o nascimento da mulher moderna. 
A cena inicial onde Audrey Hepburn desce de um táxi em frente a mundialmente conhecida joalheria Tiffany & Co., vestindo um tubinho preto, luvas, coque alto, colar de pérolas e uma mini-coroa na cabeça, ao som da doce melodia de Moon River - canção composta por Henry Mancini, que acabou levando o Oscar de Melhor Canção do ano - é uma das cenas mais marcantes do cinema e sendo considerado por muitos como o momento definitivo da moda e o nascimento da mulher moderna.  

 A direção do filme fica por conta de (até então novato na área) Blake Edwards, que realizou um excelente trabalho neste filme, que acabou se tornando o seu filme mais conhecido. Também temos no elenco George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen e Mickey Rooney, que interpreta o insuportável Mr. Yunioshi, vizinho de Holly. 

Holly Golightly é uma garota de programa nova-iorquina, que não tem nada além de um apartamento alugado e um gato sem nome, que é o seu único companheiro. Holly vivia ao leste de Tulip, no Texas com seu irmão Fred, mas se casou aos 14 anos com Doc Golightly, um médico veterinário que ficara viúvo recentemente e tinha 4 filhas, das quais Holly acabou se tornando ''mãe''.
Porém o desejo de liberdade e a ambição de Holly fazem com que ela fuja de casa, deixando para trás sua família e indo viver em NY, onde acredita que se tornará uma atriz de cinema, mas acaba virando uma garota de programa de luxo, ganhando vários admiradores, o que inclui Sally Tomato, um mafioso que paga a ela cem dólares todas as quintas-feiras para que ela o visite em Sing Sing (famosa prisão americana). 

O objetivo de Holly é se casar com um milionário e largar a vida de garota de programa, mas tudo muda quando Paul Varjak (George Peppard) se torna seu vizinho e os dois acabam se tornando amigos. Paul é um aspirante a escritor que é ''patrocinado'' por 2-E (Patricia Neal), mas  acaba se apaixonando por Holly e fará de tudo para que ela mude de ideia e deixe de lado a ideia de dar o golpe em um ricaço. 

Perdida entre a ambição e a inocência, Holly deverá escolher se deve se casar com José (José de Villalonga) - um milionário brasileiro que ela conheceu em um de suas festas - ou se corresponde aos seus sentimentos e fica com Paul. 

Audrey Hepburn fez com que Holly se tornasse um mito no imaginário feminino, não só como um exemplo de moda e elegância, mas também como uma mulher forte que sabe o que quer e não deixa seus objetivos em segundo plano.

Audrey, que até então só havia interpretado garotas boazinhas, coloca seu talento à prova interpretando a primeira prostituta do cinema, mas fazendo com que Holly seja deliciosamente excêntrica e adorável, um encanto para todos. 

À princípio, seria Marilyn Monroe a interprete de Holly, mas Marilyn não aceitou o papel, pois achou que seria prejudicial a sua imagem. Então o papel foi oferecido a Audrey, que havia acabado de dar à luz ao seu primeiro filho, Sean Ferrer Hepburn, fruto de seu casamento com o também ator, Mel Ferrer. 
 Audrey ficou relutante em aceitar, pois interpretar uma prostituta, poderia sujar para sempre sua imagem diante do público. Mas Audrey acabou por aceitar o papel e fez de Holly sua personagem mais importante e um mito mundial, tendo sido associada até hoje como o maior ícone de moda, beleza e elegância de todos os tempos, graças à sua performance como Holly Golightly. 

Audrey foi indicada ao Oscar, mas por incrível que pareça, ela acabou não ganhando.

Já no quesito moda, o tubinho preto desenhado por Givenchy fez com que o preto se tornasse famoso mundialmente, deixando de lado a velha história de que somente as viúvas poderiam usar preto e fazendo com que a cor se tornasse perfeita para ser usada em qualquer ocasião. 

Quanto aos outros atores, George Peppard, que interpretou Paul, fez um bom trabalho, mas nada muito revolucionário, assim como Patricia Neal, que infelizmente teve grande parte de suas cenas cortadas e acabou não ganhando muito destaque. 

Destaque para Mickey Rooney, que passou por um ótimo processo de caracterização para poder dar vida a Mr. Yunioshi, o vizinho japonês e implicante de Holly, que nos proporciona vários momentos cômicos do filme. Entretanto, as críticas para Rooney não foram favoráveis, porque os críticos achavam um abuso oferecem um papel de um típico japonês a um ator americano.

 Curiosidades sobre Bonequinha de Luxo

Livro alterado

Alguns elementos da personagem Holly no livro de Truman Capote, como sua suposta bissexualidade, foram omitidos no filme, na intenção de tornar a personagem mais adequada para Audrey Hepburn.

Atores cotados

O personagem Paul Varjak foi oferecido a Steve McQueen, que não pôde aceitá-lo devido ao seu compromisso com a série de TV Wanted: Dead or Alive.

Filmando na Tiffany's

Apesar de não ser notado no filme, na realização da cena em que a personagem de Audrey Hepburn observava as vitrines da Tiffany's havia centenas de pessoas acompanhando as filmagens. A quantidade de pessoas presente fez com que Hepburn ficasse nervosa e cometesse vários erros, o que obrigou a realização desta cena várias vezes.

A Tiffany's abriu pela primeira vez em um domingo desde o século XIX, para que as filmagens dentro da loja pudessem ser realizadas.
Mudança de direção

Mudança na direção

Inicialmente, Bonequinha de Luxo seria dirigido por John Frankenheimer, mas Audrey Hepburn declarou que jamais havia ouvido falar de Frankenheimer e fez pressão para que outro diretor fosse contratado em seu lugar. Foi exatamente o que aconteceu.

Cachê de estrela

Audrey Hepburn recebeu um salário de US$ 750 mil por sua atuação em Bonequinha de Luxo, o 2º maior salário pago até então a uma atriz. O 1º era o de Elizabeth Taylor em Cleópatra, de US$ 1 milhão.

Cantora amadora

A canção "Moon River" foi escrita especialmente para Audrey Hepburn, considerando o fato de que a atriz não possuía treinamento para canto na época.

Prêmios

OSCAR
1962
Ganhou
Melhor Trilha Sonora - Comédia/Drama
Melhor Canção Original - "Moon River"

Indicações
Melhor Atriz - Audrey Hepburn
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Direção de Arte - Colorido

GLOBO DE OURO
1962
Indicações
Melhor Filme - Musical/Comédia
Melhor Atriz - Musical/Comédia - Audrey Hepburn

GRAMMY
1962
Ganhou
Melhor Trilha Sonora - Cinema/TV


 Frases Memoráveis de Bonequinha de Luxo


''Não quero possuir nada até ter a minha própria casa. Não sei onde fica, mas sei como é. É como a Tiffany's. 
Sabe quando você está nos dias vermelhos? Fico assim quando me sinto gorda ou quando está chovendo. Me sinto triste e só. Mas o que me faz muito bem é pegar um táxi e ir à Tiffany's. Logo isso me acalma. Naquele lugar calmo e sofisticado, nada de muito ruim pode acontecer.
Se eu encontrasse um lugar onde eu me sentisse como na Tiffany's... então, eu compraria alguns móveis e daria um nome ao gato.''  
-Holly Golightly

''Sabe qual é o seu problema, Srta. quem-quer-que-seja? Você é medrosa. Tem medo de encarar a realidade e dizer: "a vida é assim. As pessoas se apaixonam.As pessoas pertencem umas as outras.É a única chance que têm de ser felizes.'' Você acha que é uma criatura livre e selvagem e morre de medo de que alguém a ponha em uma jaula. Bom querida, você está na jaula. Você mesma a construiu. E não faz fronteira ao oeste com Tulip, Texas, nem a leste com a Somália, está onde quer que você vá. Não importa para onde corra, estará sempre trombando consigo mesma.''
- Paul Varjak

''Às vezes é bem útil ser uma louca em um hospício.'' - Holly Golightly

Abaixo, confira o trailer de Bonequinha de Luxo

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Princesa e o Plebeu

Olá, leitores!

E, de novo, vou falar sobre um filme com a minha atriz preferida, Audrey Hepburn, que esteve
 espetacular em A Princesa e o Plebeu, um clássico dos anos 50!

Brilhantemente dirigido pelo maravilhoso William Wyler, A Princesa e o Plebeu tem no elenco um dos maiores ícones masculinos do cinema, o lindo e incrivelmente talentoso Gregory Peck, que, por sua vez, divide a cena com a novata e inexperiente Audrey Hepburn, que logo em seu primeiro filme conseguiu encantar todo o mundo interpretando a bela, porém infeliz princesa Ann. 
Ann (Audrey) é uma bela e entristecida princesa que segue à risca tudo o que uma boa princesa deve fazer. Em uma de suas viagens comunitárias, Ann, cansada da tediosa e atarefada vida de princesa, decide fugir às escondidas do palácio onde está hospedada em Roma, para viver um dia de plebeia, fazer tudo o que sempre quis, mas que nunca pôde.

Mas, como havia sido fortemente medicada antes da fuga, Ann acaba adormecendo em um banco nas ruas de Roma e é acolhida por um jornalista americano (Gregory) que está em Roma justamente para conseguir um furo de reportagem sobre a princesa. 

A princípio, Joe não reconhece a princesa, que usa o pseudônimo de Annya Smith, afim de esconder sua verdadeira identidade.  Mas ao descobrir quem Annya realmente é, Joe planeja com Irving (Eddie Albert), o seu atrapalhado amigo fotógrafo para que ele registre todos os momentos da princesa em Roma e para que depois possam receber o alto cachê que lhes fora prometido caso conseguissem algo inédito sobre a estadia de Ann em Roma.

Porém, ao decorrer do divertido e encantador dia que Ann e Joe passam juntos, ambos acabam se apaixonando, fazendo com que Joe e Irving desistam da ideia de vender as fotos da princesa para a imprensa e terminando assim por preservar a imagem de Ann.

Inicialmente, a Paramount Pictures queria uma atriz conhecida para estrelar o filme, que tinha Gregory Peck no elenco, um dos maiores astros do cinema mundial, mas todas as atrizes que foram cogitadas para o papel não estavam disponíveis, fazendo com que William Wyler fosse procurar uma atriz nova, um rosto desconhecido pelo grande público.

Após muito ouvir falar sobre uma moleca com rosto angelical que estava em cartaz com a peça Gigi na Broadway, William Wyler decidiu que esta seria a sua princesa Ann.

A atriz em questão era nada mais nada menos do que Audrey Hepburn, uma moça alta, magricela, de cabelos escuros e tampouco afeminada, que estava se destacando pelo sucesso e pelas críticas positivas para Gigi, peça de Collette, que estreara na Broadway em 1952.

Então estava decidido que Audrey seria a princesa Ann, mas a Paramount ficou relutante em contratar uma atriz inexperiente para protagonizar um dos filmes mais importantes do ano, mas, de acordo com vários relatos de pessoas que trabalharam na produção do filme, todos já sabiam que aquela menina estaria destinada ao sucesso e se consagraria como uma grande atriz.

 A graciosidade com que Audrey interpreta Ann leva o público ao delírio, fazendo com que imediatamente todos a amassem e ela foi logo agraciada com o Oscar de Melhor Atriz do ano, desbancando atrizes de peso como Ava Gardner e Deborah Kerr.

Gregory Peck realizou um ótimo trabalho como Joe, fazendo com que o público o odeie no começo, mas que comecem a ama-lo ao decorrer do filme. E as cenas com Eddie Albert são um dos pontos mais cômicos de todo o filme.

A Princesa e o Plebeu foi um sucesso estrondoso de bilheteria e de crítica, sendo agraciado com muitos prêmios, entre eles:

Oscar de Melhor atriz (Audrey Hepburn), melhor figurino - preto e branco e melhor história original.

Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Eddie Albert), melhor edição, melhor direção de arte - preto e branco e melhor fotografia - preto e branco.

Globo de Ouro 1954 (EUA)

Venceu na categoria de melhor atriz - drama (Audrey Hepburn).
BAFTA 1954 (Reino Unido)

Venceu na categoria de melhor atriz britânica (Audrey Hepburn).
Indicado nas categorias de melhor filme e melhor ator estrangeiro (Gregory Peck e Eddie Albert).

NYFCC Award 1953 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)

Venceu na categoria de melhor atriz (Audrey Hepburn).

Algumas curiosidades sobre o filme:

O projeto do filme Roman Holiday era inicialmente do diretor Frank Capra, que pretendia os atores Cary Grant e Elizabeth Taylor nos papéis principais. Cary Grant foi convidado para o papel de Joe Bradley, mas recusou o papel após ler o roteiro. Só então o papel foi oferecido a Gregory Peck.

O diretor William Wyler inicialmente queria que a atriz Jean Simmons interpretasse a Princesa Ann; quando ele soube que a atriz não estava disponível, chegou a cancelar temporariamente a produção do filme.

Quando a cena em que a princesa se despede de Joe foi rodada, a atriz Audrey Hepburn não conseguia chorar, como exigia o roteiro. Após várias tentativas infrutíferas, William Wyler reclamou, fazendo com que Audrey começasse a chorar, e só então a cena pode finalmente ser rodada com sucesso.

Na década de 1970 chegou a ser pensada a realização de uma seqüência para Roman Holiday, que reuniria mais uma vez Audrey Hepburn e Gregory Peck. No filme, Ann já seria uma rainha e Joe Bradley seria um romancista de sucesso, e seus filhos é que se apaixonariam. Porém, tal filme nunca chegou a sair do papel.

Quando Gregory Peck foi para a Itália para começar a rodar o filme, ele estava deprimido em razão da recente separação e iminente divórcio de sua primeira esposa, Greta. Entretanto, durante as filmagens, ele conheceu e se apaixonou por uma moça francesa chamada Veronique Passani. Após o divórcio, eles se casaram e permaneceram juntos até o falecimento do ator.

Gregory Peck estava tão convencido que Audrey Hepburn seria indicada ao Oscar de melhor atriz que solicitou que o nome dela aparecesse em primeiro lugar nos créditos; e ele tinha razão, Audrey foi a vencedora do prêmio.

O 11º episódio da série Gossip Girl leva o nome do filme.

Os dois principais atores (Peck e Hepburn), fazem uma pequena aparição no livro "A Marca de Atena" (de Rick Riordan), onde Reia, mãe de Rômulo e Remo, e Tiberino, Deus do rio Tibre, se assemelham muito aos atores da década de 50.



Abaixo, confira o trailer de A Princesa e o Plebeu


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Uma Cruz à Beira do Abismo

Já faz um tempão que não escrevo aqui, né? Mas voltarei a fazer mais postagens, prometo! Talvez tenha sido por causa do desânimo que o fim do meu adorado orkut me causou.


Mas vamos ao que interessa.

Minha análise de hoje é sobre o fantástico Uma Cruz à Beira do Abismo, estrelado pela terceira maior lenda feminina do cinema e até hoje o maior ícone de moda e beleza de todos os tempos, Audrey Hepburn.

Com a fantástica direção de Fred Zinnemann e tendo como base principal o excelente livro auto-biográfico de Kathryn Hulme, Uma Cruz à Beira do Abismo é um filme marcante e com fortes atuações, um longa que dificilmente será esquecido pelo público.

1930, a jovem Gabrielle Van der Mal (Audrey Hepburn), decide largar sua família, seu noivo e sua bem-sucedida carreira de médica para se tornar uma freira e ir trabalhar no Congo Belga como freira-enfermeira.

Mas ao entrar no convento, Gabrielle sente uma enorme dificuldade
 em oprimir seus desejos e suas vontades.
Após concluir seu período como postulante, Gabrielle se torna noviça e adota o nome de ''Irmã Luke'' e vai estudar, juntamente com outras três irmãs da Casa Mãe em uma prestigiada escola de medicina tropical, afim de aprimorar seus conhecimentos e enfim ir para o Congo, onde assumirá o seu tão sonhado posto de freira-enfermeira.
Mas nem tudo sai como planejado. Gabrielle é aprovada no exame, ficando em quarto lugar em um grupo de oitenta, mas é mandada para um hospital psiquiátrico, para ajudar a cuidar dos pacientes mais perigosos, como no caso da perturbada ''Arcanjo''.

Após um período no hospital, Gabrielle finalmente vai para o Congo. Mas seu desejo de cuidar dos nativos e leprosos é, novamente interrompido, e ela acaba se tornando ajudante do excepcional Dr. Fortunati (Peter Finch), um homem solteiro e supostamente ateu, que logo desperta o interesse de Gabrielle.

Gabrielle é adorada por todos no Congo, por ser uma espécie de ''noviça rebelde'', fazendo algumas revoluções no hospital e chamando a atenção de todos por sua beleza e ousadia.

1939, estoura a Segunda Guerra Mundial e Gabrielle é enviada de volta à Bélgica, sendo obrigada a largar a maravilhosa vida que levava no Congo para ajudar em um caso importante para o país.

Orgulho, rancor, vaidade e desobediência, sentimentos que por anos Gabrielle escondeu, fazem com que ela fique dividida entre continuar na vida religiosa ou seguir seus próprios instintos.

Em 1959, imaginar Audrey Hepburn, a até então 'eterna Princessa Ann' de A Princesa e o Plebeu e a queridinha do público desde 1953 interpretando uma freira, era algo muito difícil para o público, pois ninguém conseguia designar a imagem dela a da princesa que foge do palácio e tira um dia inteiro só para fazer tudo o que sempre teve vontade e que acaba se apaixonando por um plebeu.

Mas, ao verem Hepburn atuando em Uma Cruz à Beira do Abismo, o público se derreteu ainda mais aos seus pés e fazendo com que Audrey fincasse de vez o seu nome na indústria cinematográfica e se tornando uma das mais respeitadas atrizes da época.

No início do filme, vemos uma Audrey feliz e radiante, que tem como objetivo se tornar freira-enfermeira e ir para o Congo Belga. Mas ao decorrer da trama, a doce Audrey que nos deparamos logo no início do filme, tornasse uma Audrey amargurada, infeliz em sua vida de freira e cheia de ódio no coração.  Papel que, até então, Audrey jamais havia feito e que pegou o público de surpresa, pois a queridinha de Hollywood não poderia sofrer. Pelo menos não nas telas.

Pronto! Audrey se tornou a mais requisitada atriz da época e conquistando a maior bilheteria do ano e a sua terceira indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

O filme foi um sucesso de crítica e bilheteria, tendo sido indicado a vários prêmios, tais como o Oscar e Globo de Ouro.

Peter Finch, Dame Edith Evans, Bárbara O'Neil e vários outros contribuíram para que o filme se tornasse um sucesso mundial e aclamado pelo público.

Algumas curiosidades sobre o filme:

O filme é baseado no livro de mesmo nome, que conta a história real de Marie-Louise Habets. As irmãs de Audrey Hepburn no filme são Marie e Louise em homenagem a verdadeira "Irmã Luke".  

Papel recusado

O papel da Irmã Luke foi oferecido a Ingrid Bergman, mas ela recusou alegando que não tinha mais idade para interpretar esse papel, e propôs o nome de Audrey Hepburn. 

Preferência

Dentre os filmes que tinha feito, esse era um dos favortios de Audrey Hepburn, e também foi um dos mais bem sucedidos financeiramente. 

Sucesso

Depois de adquirir os direitos autorais sobre o livro, o diretor Fred Zinnemann teve dificuldades para encontrar um estúdio que quisesse transformá-lo em um filme, dizendo que a história era desprovida de ação. Mas depois que Audrey Hepburn demonstrou interesse em interpretar a protagonista, começou um guerra de ofertas para patrocinar o longa. Quem ganhou foi a Warner Bros, rendendo ao estúdio um dos filmes mais aclamados do ano e seu maior sucesso de bilheteria em 1959. 

Locações

O filme foi rodado em locações como Roma (Itália), Bruges (Bélgica), Stanleyville, hoje conhecida como Kisangani (Congo), e uma colônia real de leprosos no Congo. 

Trailer original de Uma Cruz à Beira do Abismo:




segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Recém-Casados

 Recém-Casados

Quando se fala em comédia, o primeiro filme que me vem a cabeça é sem dúvidas Recém- Ca
sados. Estrelado por Brittany Murphy e Ashton Kutcher, Recém-Casados é uma comédia na medida certa, sem exageros e de fácil entendimento.

Sarah McNerney (Murphy) é uma exuberante moça rica, que se apaixona por Tom Leezak (Kutcher), rapaz de classe inferior a dela. Mesmo assim, os dois decidem se casar mesmo contra à vontade da família de Sarah.


Após o casamento, eles vão passar a lua de mel na Europa, onde passam por vários momentos constrangedores, como colocarem fogo e serem expulsos do hotel, se hospedarem em uma pensão infestada de baratas e ficarem presos na neve.

Porém tudo piora, quando Peter ( Christian Kane ) antigo namorado de Sarah, aparece em plena lua de mel do casal com o intuito de piora-la mais ainda.

Ao voltar para casa, eles tem de decidir se conseguirão superar a crise ou se jogam tudo para o ar, provando que os McNerney estavam certos desde o início.

Uma comédia que arranca gargalhadas do público do início ao fim. Brittany Murphy esteve excelente no papel da patricinha Sarah e Ashton Kutcher também não decepcionou no papel de Tom Leezak.

Além de engraçado, o filme é, de certa forma, emocionante, pois mostra que o amor fala mais alto apesar das diferenças, seja elas, sociais ou intelectuais.

Algumas Curiosidades sobre o filme:


Esta é a 2ª vez em que os atores Christian Kane e Brittany Murphy atuam juntos. A anterior fora em Jogada de Verão
(2001).

O ator Ashton Kutcher realizou todas as suas cenas, ao contrário de Brittany Murphy, que utilizou uma dublê.

A atriz Brittany Murphy não sabia falar francês, ela memorizou foneticamente as falas.

Originalmente seria Andrew Bergman (Striptease) o diretor de Recém-Casados.

Brittany Murphy e Ashton Kutcher namoraram na vida real.

 Foi o filme número um de bilheteria nos Estados Unidos em sua semana de estréia, em 10 de janeiro de 2003.

Abaixo, confira o trailer de Recém-Casados.



Grande Menina, Pequena Mulher - Uptown Girls

Grande Menina, Pequena Mulher. - 2003


Boa noite, caros leitores.

Já faz um tempinho que não escrevo aqui, mas estou de volta.
Vou falar de um filme que gosto muito, Grande Menina, Pequena Mulher.

Filha de um falecido astro do rock, Molly (interpretada por Brittany Murphy), leva uma vida regada a luxo. É muito popular entre à alta sociedade, mas tudo muda quando Molly é roubada pelo seu contador que a deixa na miséria.

Falida, Molly se vê obrigada a arrumar um emprego, suas primeiras tentativas não dão certo, pois mesmo com vinte e dois anos, Molly age como uma criança, suas atitudes são completamente infantis.

Porém, nem tudo está perdido. Com a ajuda de seu amigo Huey (Donald Faison), Molly consegue emprego como babá de Ray (Dakota Fanning), uma garotinha de oito anos que age como se tivesse quarenta.

Juntas, uma vai ensinar a outra a como se comportar de acordo com a sua idade.

O filme é uma mistura gostosa de comédia e drama. É daqueles filmes que ensinam, emocionam e divertem ao mesmo tempo.

Sem dúvidas, Molly é a melhor personagem da carreira da saudosa Brittany Murphy, que nos deixou em 2009 após supostamente sofrer uma parada cardíaca.

Molly tem um espírito encantador e Brittany Murphy com certeza emprestou muito de si mesma para
compor está personagem.
 Ao mesmo tempo que Molly nos faz rir, ela também nos emociona. A própria Brittany Murphy disse em entrevista, que Molly é a personagem que mais se assemelha à ela.

E o que dizer da atuação de Dakota Fanning?
Dakota interpretou Ray de forma fantástica, mesmo tendo apenas oito anos na época, Dakota provou que sem dúvidas é uma das melhores atrizes desta geração, coisa que voltou à provar em Sonhadora e em A Menina e o Porquinho.

Brittany e Dakota provaram que juntas faziam uma grande dupla.

Um filme excelente com atuações marcantes que prendem a atenção do público do início ao fim.
Vale assisti-lo também para matar um pouquinho da saudades que sentimos de Brittany Murphy e se lembrar da pessoa encantadora que ela era.

Algumas curiosidades sobre o filme.
Boaz Yakin aparece nos créditos do vídeo musical. Ele foi o responsável pela direção de Grande Menina, Pequena Mulher.

Piper Perabo foi considerada para interpretar Molly Gunn.

Dakota Fanning achou muito fácil realizar as cenas da apresentação de balé, pois estudava dança na vida real.

Abaixo, confira o trailer de Grande Menina, Pequena Mulher:



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Revolutionary Road - Foi Apenas um Sonho

Para início de conversa, irei falar de um dos meus filmes preferidos: Foi Apenas um Sonho.

O filme de Sam Mendes, famoso diretor de Hollywood, tem como protagonistas April e Frank Wheeler, que ganharam vida através de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, já conhecidos mundialmente por interpretarem o casal mais romântico da história do cinema Jack e Rose no clássico e inesquecível Titanic do diretor James Cameron em 1997.

Inspirado no livro de Richard Yates, o filme conta a historia do casal April e Frank Wheeler. Um casal aparentemente feliz que vive com seus dois filhos no subúrbio de Connecticut, nos Estados Unidos.

April abandonou o sonho de ser atriz para se dedicar a família, enquanto Frank tem um bom emprego, mas tedioso.
Assim, o casal fica dividido entre ir atrás de seus verdadeiros desejos ou enfrentar o peso do conformismo.

O filme é praticamente uma cópia fiel do livro de Yates. Mas o mais surpreendente neste filme é a atuação de Leonardo DiCaprio e a de Kate Winslet.

Quem se lembra do oportunista e sonhador Jack de Titanic, ficará surpreso ao ver a atuação de DiCaprio neste filme. Leonardo soube bem como interpretar o acomodado e ''infeliz'' Frank Wheeler, principalmente nas cenas de brigas do casal Wheeler. 
As caras e bocas de Leonardo mostram que ele já se livrou há muito tempo da fama de galã romântico e que arrasa em todos os papeis que faz. Essa é a melhor atuação de DiCaprio em filmes, seguida por Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador e por Django Livre.

Já Kate Winslet, soube bem como interpretar a frustrada dona de casa April Wheeler. 
A naturalidade de Kate em cena nos faz sentir o sofrimento de April, fazendo com que tudo aquilo se pareça o mais real o possível.
Estamos acostumados a ver Kate Winslet interpretando mocinhas sonhadoras e infelizes, mas sua atuação em Foi Apenas um Sonho, mostra a todos que ela é uma grande atriz e que encara qualquer tipo de personagem: da mocinha infeliz que vive uma linda história de amor no navio mais luxuoso do mundo a dona de casa frustrada que quer mudar o seu modo de vida e que vive um casamento conturbado. 
Foi Apenas um Sonho é o filme onde Kate prova mais uma vez ser a melhor atriz de sua geração.

Não posso deixar de falar na excelente atuação de Michael Shannon, que interpretou o ''maluco'', porém sincero, John Givins, filho de Helen (Kathy Bates).

A atuação de Michael neste filme  lhe rendeu uma indicação ao Óscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.

Foi Apenas um Sonho é um filme maravilhoso que não deixa a desejar. O filme chega a ser ''depressivo'' em algumas partes, mas é o filme ideal para aqueles que não gostam de clichês e de finais óbvios. 

Foi Apenas um Sonho recebeu 3 indicações ao Óscar nas categorias: 
de Melhor Ator Coadjuvante (Michael Shannon), Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte.

Recebeu 3 indicações ao Globo de Ouro, nas categoria de Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator - Drama (Leonardo DiCaprio) e venceu na categoria Melhor Atriz - Drama (Kate Winslet).

Recebeu 4 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Atriz (Kate Winslet), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Desenho de Produção e Melhor Figurino.

Algumas curiosidades sobre o filme:

Os direitos de adaptação do livro de Richard Yates para o cinema foram adquiridos em 1967.

Inicialmente seria Todd Field o diretor, mas ele preferiu rodar Pecados Íntimos (2006) em seu lugar.

Este é o 2º de 2 filmes em que Leonardo DiCaprio, Kate Winslet e Kathy Bates atuaram juntos. O anterior foi Titanic (1997).4

Este é o 2º de 2 filmes em que Kate Winslet e Ty Simpkins atuam juntos. O anterior foi Pecados Íntimos (2006).4

O diretor Sam Mendes e a atriz Kate Winslet eram casados durante as filmagens.4

As filmagens ocorreram entre 29 de maio e agosto de 2007.

Sam Mendes preferiu acompanhar a cena via monitor, em outra sala, ao rodar a cena de amor entre Kate Winslet e Leonardo DiCaprio.

Ryan Simpkins e Ty Simpkins, que interpretam os filhos de Frank e April no filme, são também irmãos na vida real.

Nos créditos finais diz "Para Mia e Joe". Mia é filha de Kate Winslet com seu primeiro marido, Jim Threapleton. Joe é filho de Winslet e do diretor Sam Mendes.
O orçamento de Foi Apenas um Sonho foi de US$ 35 milhões.

Abaixo, confira o trailer de ''Foi Apenas um Sonho''